Um turbilhão de palavras passa pela minha mente já não tão sã, a irreverente dor sem amparo é sufocante, sinto todos os prazeres psicológicos causados pelo seu toque, pelo momento em que tínhamos juntos, pela pequena história oculta criada por nós, o que era dito nunca precisou ser mostrado, sabíamos que vivíamos algo intenso e abstrato, o abstrato que te fez ir embora, sem se importar com o que se passava e sem ao menos enxugar as lagrimas que do meu rosto caiam aquela noite, sera que ainda lembra de nossa última dança ? Será que já matou seu pássaro azul de fome, fome criada pela saudade, criada pela minha falta que como foi escrito por nós, a causa da morte de nossa esperança, o tempo já não flui como sempre e meu coração já não bate no mesmo ritmo minhas mãos ainda gelam quando leio aquela sua carta escrita a lápis borrada, guardada junto de seu beijo naquele guardanapo, a nostalgia pode ser ruim, mas não tão sufocante como quando o frio paira, me sinto perdido, já não tenho um colo para deitar, olhar aquele rosto escondido na maquiagem contra a luz do sol, o sorriso que tão raro quando estávamos distante, me culpo por tudo,
pois até mesmo em sua traição meu nome foi citado ligado ao sinônimo de amor, mas se me amas onde está agora para poder me abraçar ? Onde está o seu perfume forte e suas palavras carregadas do sentimento da necessidade de fuga?
O natal que antes era minha ambiguidade de alegria e luz, agora carrega o peso de uma perca, um perca que todas os dias antes de dormir eu lembro como foram nossos dias, estávamos sempre indo em frente, sem medo do tempo que perdíamos, mas que vale nosso suor para agora não haver glória, gostaria ainda de seguir seus passos, seu caminho selvagem. Como descrevo esta saudade? Essa sua falta
que matou minha esperança mas não meu coração, sua voz que sempre me acalmou, assim como quando sentados em um restaurante barato tirou todo minha ânsia de perder a tentativa de te esquecer.
Fizemos promessas de nunca se separar, mas te matei por dentro, acabei com toda sua dor carregando esse fardo sobre mim, mas será que já foi considerado que minha palavra nunca foi falha, que ainda juro minhas promessas de um amor que prefiro manter afastado, não peço uma chance peço que me destrua por completo para morrer por dentro até que todo e absoluto meus sentimentos sejam consumido pela minha ganancia de poder que sempre a afastou da possibilidade de sermos felizes, minha necessidade de controlar todo meu ambiente consumiu ao final todo aquele amor que não nos levaria ao primeiro lugar do pódio, prefiro deixar os dados rolar sobrevivendo da compaixão de falsas promessas, mas ainda alimento o meu pássaro azul, eu ainda cuido dele como prova deste amor que será enterrado e escrito em meu epitáfio, guardado neste "codinome beija-flor".
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