Uma nota.
Um daqueles momentos onde sua mente está consciente da música que toca em meu fone, da posição em que estou deitado e ao mesmo tempo outra parte dela parece estar em outro lugar, uma certa tranquilidade e extrema segurança, as vozes do Réquiem de Mozart soam em meus ouvidos mas aquilo parece ser apenas uma ponte entre este mundo e algum lugar dentro de minha mente vazia, o meu corpo parado, ao redor tudo escuro, as vozes do réquiem, um canto para a morte, não me assombravam pelo contrario, me traziam serenidade em um momento parecido com uma meditação da qual eu não tinha controle, um sonho sem sonho.
Aos poucos sentia que ia voltando ao meu consciente e podia já mexer meus braços, minha vista ao abrir era como se houvesse olhado contra o sol com varias manchas, e então que vejo próximo a uma cadeira uma criança abaixada, menina, a pele morena como se fosse alguém com traços indígenas e era apenas isso que lembro, minhas espinhas então se arrepiaram, meu olhar travou e mesmo depois que a imagem sumiu eu sentia a presença, fiquei alguns segundos que pareciam minutos travados, olhando, com pensamento cético sobre o que acabara de ver, será mera ilusão? Será fruto de meu psicológico, ou será que ainda estou sonhando? Descartei esta possibilidade quando notei que consegui levantar e não era um mundo fictício, pois minutos após vejo a minha figura materna vir até onde estava, e minha irmã se levantar. Tomei um copo de água e tornei a deitar, mas dessa vez eu não me lembro onde estava e com quem, apenas tenho certeza que entrei em outra aventura de meu subconsciente.
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