Eu só queria ter sido o único, o único em que tenha sido valido correr este risco, o único que guardado em seu coração como um velho móvel cheio de poeira do qual as vezes você o limpa para retirar lembranças, fui o primeiro em muitos momentos, mas agora, agora você vive uma aventura sexual com uma tara de uma criança de 13 anos, afinal você parou aos 13 como eu sempre disse. E acabou se esquecendo das brincadeiras e de como te dei o que quis, de como o privilégio de minhas informações sempre puderam te alertar, e esquece da nossa promessa, esquece de uma "vida" que tivemos.
Mas de que adianta escrever esses textos? De que adiantou ter entregue um buque, de que adiantou ter feito uma música ser algo único para você, apesar das milhões de cópias vendidas. De que adiantou todo o meu amor, se agora seus atos provam totalmente o inverso do que dizia, e um dia a noite ainda a pouco, me ligou pedindo com clamor, com sua voz rouca de ter que falar alto, com sua amiga dizendo sobre quem estava falando aquela noite toda.
Mas com certeza, foi apenas um devaneio do álcool que havia tomado, mas mesmo assim nunca mais bebi desde então. Mas e o que faço com essas memórias? O que faço com esse sentimento? Não há como jogar fora, todo momento, toda conversa, toda pessoa me faz sentir falta de algo para tornar aquilo perfeito, não tenho mais força ou apoio para busca-la, o vento sopra ao seu favor e não ao meu. Muitas vezes me pergunto, o que faltou? Ou o que dei demais? E terei de repetir que de todos os meus atos, e sabe o quão impuros são tantos deles, meu maior arrependimento acaba sendo ter deitado com você. Não preciso desse mérito, ele não me da um conforto como você, ele não altera meu ego, ele apenas mostra que ali as alianças deverias ter se juntando, que as relações deveriam ter sido afinadas, mas o mundo la fora agora é uma ilha, tão distante de mim.
Lembra da música que te fazia chorar quando lembrava de mim? Agora choro com ela lembrando de você, já como antes quase desistindo, os papéis se inverteram e você sempre me disse: "Você me teve na palma da sua mão, e ai mandou embora." Isso não é arrependimento, isso é aprendizado, mas já fiz a lição de casa e agora quero poder ver a nota que tirei, mas não posso fazer esse teste, o mundo sempre foi duro conosco, sempre nos deu o que nunca pedimos ou pedimos para não ter mais, e aquilo que mais desejamos em tempos diferentes sempre e sempre foram fantasmas com sombras, que nos seguem e nos apavoram por cada esquina.
Viramos apenas uma propaganda de refrigerante, estampados para que possamos ser vistos, mas me recordo que durante muito tempo tudo era só nosso, um mundo nosso, uma história nossa, um sofrimento nosso. Mas agora eu não quero ver meu rosto, não quero encontrar a blusa que enxuguei suas lágrimas e a que deixou seu perfume. Não quero olhar mais para mim, não quero ver mais meu rosto no espelho. Não tenho mais coragem para isso. Pois se tivesse me dado aquele pássaro azul, eu o teria matado de fome.
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