Algo pessoal

Não mais desejo estar tão presente ao seu lado, não mais acredito que derrubar minhas lágrimas e fraturar meu coração apenas para que você se sinta bem é o melhor caminho para mim.
Nunca me importei em ter que me manter calado, apenas para que o conforto lhe tomasse conta, para que você encontrasse a paz junto a mim, para que sua confiança estivesse toda pregada junto de meu peito e que quando eu simplesmente pedisse aquele colo para deitar, ali ele estivesse para me assegurar de que o mundo lá fora nunca me maltratasse.
Foi em uma promessa simples, em um cinema escuro, com o fundo de uma música tão boba como sempre foi nosso sentimento, tão infantil e ingenuo a ponto de acreditarmos de que nada daquela loucura nos afetasse em um futuro, de que em nossos peitos não fossemos guardar para sempre os nossos nomes, mas ao fim ambos fugimos, cada qual a sua maneira da realidade. Todo dia quando me levanto, me lembro deste passado, que durou tanto tempo e pareceu tão passageiro, e antes de me deitar, eu nunca esqueço de como era poder fechar os olhos e lembrar que teríamos um ao outro.
O desespero se torna mais desesperador quando sei que ele é algo só meu, e que toda minha saudade simplesmente vem morrendo pela falta da esperança de podermos estar juntos, pelos próximos 5 minutos, ou pela próxima semana toda como sempre estivemos. Meus textos se tornaram clichê, meu beijo apenas uma marca no seu passado, e aquela dança que deveria ser minha nunca aconteceu, a música que tocou quando estávamos juntos se perdeu, nos tornamos apenas um X e um Y em uma equação da qual não posso resolver, em pontos tão distintos que mal posso sentir ou ouvir sua voz.
Somos Eduardo e Monica, e para nós nunca existiu razão nas coisas feitas pelo coração, assim como sempre citou. Mas minhas metáforas e minhas memórias vem se apagando, vem se destruindo para que eu consiga apenas sobreviver sem aquele sentido, sem aquela vontade louca de fugir a noite de casa e ir para sua casa, e passar a noite com você e no outro dia passar o dia juntos de novo, com aquela cara de sono, o corpo cansado, e o coração satisfeito. Bobo e simples assim, como sempre foi.
Mas sempre soube que utópico foi acreditar no seu amor, que um dia tudo morreria e que egoísta como sempre fui acabaria apenas com aquela gaiola e aquele pássaro azul, uma prova do amor que por você sempre cultivei, e que por metáforas venho escrevendo para mostrar que ainda me lembro de alimenta-lo para nunca morrer. O velho e maldito pássaro azul.

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