Só para avisar que ainda estou aqui

Sentir com dificuldade, agoniar com tamanha facilidade, sentir medo em dizer que te amo, dificuldade em pedir mais um beijo.
Talvez sofra de um sentimento prematuro, sentir deste medo de ir até você e dizer mais uma vez, pedir para voltar, pedir para ficar e não ir mais. Não matar uma vez mais a saudade de sede, não deixar que escape este sentimento escravo que faz com que me pergunte se ainda a amo. E por mais que eu a odeie, sim eu tenho de responder que ainda a amo, que sou vitima de um sentimento escravo, que se caso por você me fosse pedido para que me atirasse de uma ponte qualquer eu o faria, talvez seja para me livrar de tudo isso como um todo, vitima de um sentimento do qual a escravidão se da quando esqueço de lado tudo aquilo que deveria me importar, que meu egoísmo é totalmente e subitamente substituído pelo altruísmo e que de vez em vez, ainda me lembro de verdadeiros sorrisos e uma mão tampando a sua boca olhando de lado e se esquivando de meu olhar que a afrontava , e tudo aquilo o que existia em volta se escondesse dentro daquele brilho que me fazia parecer tão iguais, com pensamento internos sobre você, talvez se perguntando o porque nunca apenas me abraçou, talvez se perguntando o porque ainda não foi embora, ou o porque se protegia tanto atrás daquela mascara escura, da qual em muitos breves e memoráveis momentos, eu consegui retira-la. E por mais que todos pensem que isso se dá apenas pelo fato de conseguir leva-la para a cama, errado todos estão, pois foi bem antes na mais pura inocência que a consegui trazer próxima de mim, com toda sua confiança, sem sexo, sem contato físico, apenas com aquele jeito bobo e infantil que sempre disse possuir, isso talvez seja o ponto mais difícil em você, conquista-la para que se permita sentir, qualquer pequena e clara emoção, que era capaz de fazer com que qualquer palavra em um dicionário, jamais conseguisse descrever o que se passava ali, naquele lugar, e que caminhando entre a multidão pudesse ver que tínhamos sentimentos e desejos iguais.
A música que sempre a fez lembrar de mim, o jeito único com que sempre me tratou e se preocupou, me protegendo de outros amores que poderiam me machucar, deixando que só pudesse me machucar com você, pois sempre e sempre daria seu ombro para que eu não ficasse sozinho, mas afinal, com que eu te retribuía ? Amor e apenas isso, tão clichê ou simples, você deveria acreditar nele, por mais irreal e assustador que ele sempre foi naquela época.
Era inconsciente quando, momentaneamente vinha até mim e se atirava para um abraço sorrateiro e singelo, foi súbito quando notou que ainda ciúmes poderia sentir a meu respeito e um beijo me deu naquela noite pouco antes de partimos, apenas para que não ficasse distante, apenas para tentar me conquistar, e agora embaixo do mesmo céu, embaixo da mesma noite, penso e luto contra tudo o que há dentro de mim, apenas para tentar entender novamente o que posso não hesitar em fazer.
Eu vi um homem chorar, eu vi um homem sorrir, e posso dizer que aquele que derramava lagrimas foi o mais feliz, pois sabia que memórias em seu coração guardava, e o que sorria um dia irá chorar, os sentimentos são passageiros, as emoções tal como, o homem que o sorri não irá sorrir amanhã, pois está sorrindo hoje, suas memórias e seus sentimentos para sempre irão deixa-los diferente e mudado, e jamais vão deixa-lo a ser como era antes.
Acorde e outro acorde musical, a música sempre acompanhou, sempre relembrou, recriou e fez ressentir cada e cada pequeno detalhe, por mais complexo ou pequeno que fosse. Espontâneo é o desejo em tirar férias deste sentimento, se distanciar, viver em outro lugar, olhar outras paisagens, vivenciar novamente algo talvez semelhante, dentro desta breve e simples metáfora, nada mais poderia desejar, apenas me tire deste lugar e me leve para longe de casa, deixe me tirar umas férias desta emoções que a tempos vem me assombrar, me leve para distante.

Vamos mudar o ritmo desta dança, pois a última já não esta mais guardada para mim, não receberei aquela mão que a tanto almejei para entrar em um compasso por uma última vez, foi tempo demais, foi falta demais, e acabei matando afogado aquela saudade em sentir seu corpo junto ao meu.

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