Aos festejos de hoje, dedico este texto.

Aos festejos de hoje, sinto–me revigorado, sem resquícios de um passado injusto ao meu eu, talvez mais incerto do que injusto, grandes questões que simplesmente  não permito mais que exista aos devaneios com principio em eclosões de memorias dolorosas do meu interior, sentimentos refugiados e submetidos a nada que quase não assombram mais o velho e abandonado eu no estado de ser.
Momentos propícios com datas certas, são o inicio de um período sempre curto sobre dúvidas das quais não me precipito, assim como não me permito a deixa-las surgirem e permanecerem, talvez este seja o grande motivo do nunca permanecer tanto tempo sobre as questões que agora inauguram novos marcos. Sentimento fajuto quanto o erótico que permanece existente  quanto a imagem do seu eu reproduzida dentro de mim, sinto como que quase inóspito hoje a menção de sua voz, sinto como se houvesse sido lavado e esfregado toda a emanação de seu perfume que antes residiam toda vez que uma memória sua surgisse ao meu consciente, e  no que diz respeito de meu coração de forma transcendente, não me lembro mais de como era quando disparado ao toque de seu corpo junto ao meu, esquecimento, a falta de tudo vem fazendo morrer com muito padecimento dos meus fracos sentimentos assim como todos os sentidos que poderiam ser aguçados apenas com o timbre da sua voz, agora já desvanecidos se encontram após lento e doloroso processo de esquecimento.
Em muitas metáforas e palavras soltas apenas expresso o tamanho do meu sentimento, que agora está abaixo de tamanha cicatriz que permanece e cria novas alternativas durante minha breve vida.  Marcadas por momentos, marcadas por enaltecimentos de todos os sentidos, e para haver um marco, deve haver algo simbólico para apresenta-lo, talvez hoje  seja o caso de algo assim.
Sentimentos subversivos a tudo aquilo que poderia ter sido a posto, e geralmente com acontecimentos que rodeavam os tempos do mesmo dia de hoje. Truculento sempre foi este período, o arrependimento marca em mim tudo aquilo que deveria ter sido deixado de lado. Complexo, cansativo, porem verdadeiro, tão real quanto a existência de uma alma a nós, ou seria isto a prova da existência desta alma?

E hoje, as alegrias que deveriam existir, apenas me remetem ao passado, a aquele beijo forçado que lhe dei, seguido de outro demonstrando a satisfação, na verdade a insatisfação pois logo tivemos muito e muito mais do que realmente deveria ter existido, e a culpa é da insatisfação de nossos estados atuais do qual estávamos naquele momento, datas me remetem a ti, e você me remete a o que poderia e como deveria ser feito, ao que me tornei tendo como consequência não você ou sua forma de agir, mas sim tudo aquilo que sentia. E agora só me resta escrever em um papel branco e raso, tão raso quanto o que você sente por mim ou o frasco daquele perfume do qual lhe dei.

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