A minha natureza

É tão desesperador, você acha que pode tudo, acha que não existe limite, e simplesmente tem de aceitar sentimentos inferiores que degradam a espécie humana, que destroem a nobreza com uma falsa pureza. Não, nada se resume a delitos materiais que você pode cometer, principalmente se você  faz acreditando que aquilo terminaria com toda sua suplica por devaneios passageiros e quase inóspito de razão.
Se negue a ceder a esses desejos, mas para isso é necessário que aceite, e seu estilo de vida não permite, te faz não aceitar se submeter a isso, de que adianta tudo que consegue alcançar fica disponível,  você acredita que pode possuir as pessoas, que pode faze-las sentirem o que você quer que elas sintam, que a culpa delas favoreçam seus interesses,  mas percebe que isso é distante, que isso é imoral o suficiente que afasta aqueles que realmente te fariam sentir prazer quando presentes.  Não, você não é capaz de entender, sua agressividade não deixa, você é um animal que foi cutucado com uma vareta em chamas, e isso o fez sentir apenas uma necessidade;  a de sobreviver sobre quaisquer meios e circunstâncias. Esquece tudo o que sabe, tudo o que acredita fazer sentido, isto se sobressaiu dos seus planos, não estava previsto,  a violência que tanto o protege apenas vai afastar, mas você não quer acreditar nisso, e nem vai. Prefere sentir a amargura do ódio, o desejo de passar por cima, egoismo o suficiente para ter o quer do jeito que você acha que é viável, afastando a moralidade e a ética, isso é só para as ovelhas do rebanho, e é nisso que você acredita, que seu destino é ser o pastor. Mas então, você vê que existe mais prazer e comodidade e estar com as ovelhas.
Metáforas, mas quando é que você vai entender que nada disso é necessário? Que vai sangrar até morrer por simplesmente não ter tido coragem o suficiente para escolher o abraço a rispidez.
Tudo isso realmente me afeta, mas quem disse que vou dar meu braço a torcer e deixar que me vejam sangrando?

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