Meus sentimentos tem um comportamento excêntrico daqueles
que os costumam ter, ou na verdade, apenas por escolher me privar tantas vezes
e desviar em demasiado de aceitar o que estava por vir, agora já não sou capaz
de me sentir mais o mesmo, pois agora eu me deixei levar até um ponto que não
sei sair, me deixei levar por uma falsa segurança que por muito tive.
Estou em um lugar onde não quero estar, mas preciso estar e
não posso estar. Um paradoxo? Ainda não falei sobre como é imagina-la indo
embora.
Sabe, as vezes me pego pensando demais nas coisas, as
emoções provocadas em uma seleta e baixíssima “oportunidade” que obtive, agora
refletem novamente, os mesmos anseios, os mesmos medos, e quase tudo aquilo que
sempre me deixou aflito, e por isso sempre senti muito projetar um reflexo
disso tudo em que não deveria, mas parece que não fazer isso cria um ar de
despreocupação, um deixa pra lá, que me provoca receio e medo. Os muitos por quês possuem a características
de tentativa de controlar até mesmo os sentimentos das pessoas, mas no fundo,
eu realmente quero saber apenas pra entender, porque realmente nunca entendi, e
venho aprendendo isso agora. Ou não.
Realmente não sei dizer, se é normal errar ou se isso é meu
dom, algo particular que eu faço com maestria. E pensando nisso, eis que entro
no segundo paradoxo, sei que erro mais do que o normal, simplesmente por achar
estar fazendo o certo em um campo que não conheço o certo ou errado, apenas o
julgo como o certo, e no final saber que aquilo era o errado. E ai vamos para o
paradoxo, eu quero que ela fique aqui, ela quer ficar, mas se isso acontece nos
machucamos, e se nos separamos alguma coisa nos empurra de volta, pois, eu
deixei de lado muita coisa, em ocasião semelhante, pois a tive mesmo não tendo
todo esse sentimento, eu simplesmente virava as costas e fingia que tal pessoa
nunca esteve em minha vida, na verdade muitas dessas nem consigo lembrar que
estiveram. Mas dessa vez, eu simplesmente não consigo, parece que algo é posto
na minha frente, e esse algo eu preciso contar, partilhar com a única pessoa
que tem me proporcionado conforto, e isso talvez seja mutuo pelo o que percebi,
já que a maioria dos que erraram com ela, hoje nem a olha na cara por ela simplesmente
se privar, exceto eu. O paradoxo? Não há o que fazer, no fim somos empurrados
um para o outro.
E o mais engraçado e mais excêntrico dessa relação é que
como sou uma pessoa extremamente estourada e nervosa, pessoas que eram o oposto
nunca me atraiam, mas isso não foi bem assim. Após as discussões pela oposição de
pensamento ainda estamos aqui, e ainda percebo que sou até mesmo o oposto fisicamente de
tudo o que lhe atrai, em sua maioria, nenhum deles possui as características que
possuo, ou o andar que tenho, ou o jeito de falar, ou até mesmo o que faço para
viver. O que está de errado nisso?
Nesse momento me deparei com uma foto, dela, deitada sob meu
colo em uma época que parece que nada nos dividia mesmo sendo tão opostos, o
que eu não daria para voltar nessa época? Teria mudado muita coisa, não teria
perdido ela, evitaria lagrimas e sofrimento, e agora esse peso que só de falar
em nos beijarmos, carrega memorias de dor e angustia.
Não posso voltar no tempo, mas ainda tenho esperança de
ganhar aquele sorriso que a muito não elogio, tenho esperança de beija-la e
sentir seu calor próximo de meu corpo, queria que uma vez eu soubesse o que
fazer, mas no fundo, eu sei que tudo está acabando com uma areia na ampulheta,
e o que eu mais quero é apenas virar essa ampulheta para ter mais tempo
enquanto a areia cai.
Os momentos estão marcados, assim como os erros, mas que
valor será que tem meu abraço pra ela hoje?
Será que implorar por seu beijo agora que tudo está péssimo,
pode fazer ressenti-la de tudo o que já fomos?
Me indago o dia todo, apenas quero ficar bem, apenas quero
vê-la igual eu, e não consigo acreditar quando me dizem que dois corpos não se
completam, que as pessoas vivem individualmente. Depois que seu corpo esteve
junto ao meu, parece que agora sem ele aqui perto um pedaço se foi, e esse isso
fosse verdade, cade a graça das festas? E daquele tempo em que eu passava o dia
pela rua, e que me sentia completo por passar meu final de semana fazendo isso,
esperava o final de semana por todos os dias, e agora a única que espero é seu
bom dia, a única coisa que espero é quando acorde se lembre apenas de mim, que
tentou mesmo errando te fazer bem, e esse era o proposito de tudo, criar um
lugar tão confortável para que ela não saísse, e ali ficasse, como sempre
deitava em meu colo quando precisava de alguém.
Mas eu sendo eu, sei que vou tomar a decisão errada como
sempre, mas quem sabe um dia eu não acerte, vivo na esperança desse dia.
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